Solidariedade com a Greve Climática Estudantil, não à repressão!

Colectivo Marxista

Na quinta-feira decorreu uma concentração convocada pela Greve Climática Estudantil às portas do Conselho de Ministros em Algés. Os manifestantes exigiam o fim do gás para o inverno que vem, a eletricidade renovável para 2025 e o fim dos combustíveis fósseis até 2030. Estas são medidas básicas para defrontar a grave crise climática em curso, que há tempos deixou de ser uma hipótese para se tornar numa realidade. Um governo formalmente comprometido com a luta contra as alterações climáticas deveria ouvir a juventude que se mobiliza, literalmente, pelo seu futuro. Mas, pelo contrário, essa mobilização pacífica foi duramente reprimida. A PSP deteve 17 ativistas. Hoje, durante uma concentração pacífica em solidariedade com os detidos chamados a prestar declarações no Ministério Público de Oeiras, mais uma companheira foi detida pela PSP. Este episódio junto com as detenções de quinta-feira são atos de repressão que visam intimidar e criminalizar os jovens que se manifestam pelo futuro do planeta. 

O governo do PS fala muito sobre a “transição ecológica”, mas na prática a sua ligação com o grande capital impede-lhe abordar a crise climática a sério, já que isso exigiria, em primeiro lugar, atacar os lucros criminosos do setor energético e, em última instância, planificar a economia e pôr a riqueza e a tecnologia nas mãos da sociedade, priorizando a sustentabilidade sobre o lucro, ou seja, exige atacar o capitalismo e o chamado livre mercado. É por isso que o governo teme a Greve Climática Estudantil e outras organizações como Climáximo, que vão além do palavreado ecologista, assinalando os verdadeiros culpados da catástrofe e exigindo medidas concretas e imediatas para resolver a crise. O problema, porém, não é só do PS. Devemos assinalar também o papel da polícia, do judicial, em definitivo, do Estado todo. A polícia e os juízes são muito permissivos para com o uso do espaço público quando se trata de fascistas, católicos, empresas privadas ou aglomerados de turistas, mas muito dura quando são os estudantes que lutam pelo clima ou o movimento pela habitação ou pela vida justa a saírem à rua. Nas vésperas do 50º aniversário da revolução, cabe-nos fazer um balanço sobre a democracia portuguesa: é uma democracia burguesa, ao serviço do capital, e que reprime a quem protesta contra os seus privilégios e contra os seus crimes. 

O Colectivo Marxista declara a sua solidariedade com os companheiros detidos e soma-se às convocatórias em protesto contra a repressão. Também celebramos a convocatória dum novo ciclo de mobilizações pela Greve Climática para este outono: não pode haver paz enquanto o planeta arder pelos lucros dum punhado de parasitas.  

Não à repressão! 

Absolvição dos detidos! 

Contra os lucros criminosos do setor energético!  

Pelo futuro do planeta, lutemos pelo socialismo!

1 Comentário

  1. A luta não pode parar. Devemos, todos, fazer com q as entidades que mandam, que são poder, ACORDEM.
    Rodos não somos demais para que a luta possa continuar.
    O AMBIENTE agradece.

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