Derrubar o Capitalismo e cumprir Abril!

Pixbay

Flyer do Colectivo Marxista para o 25 de Abril

Há quase 50 anos o fascismo ruía como um castelo de cartas, sob ação dos militares cansados duma guerra infinita e dum povo, há longo tempo amordaçado, que tomava as ruas em protesto e os céus de assalto.

Todas as conquistas políticas, económicas e sociais que ainda vamos usufruindo são resultado da luta da classe trabalhadora. O direito ao voto, o direito à livre reunião, associação, e à expressão, o serviço nacional de saúde, o salário mínimo nacional ou o subsídio de desemprego, a massificação da educação ou até o saneamento básico não são, nunca foram “valores europeus” ou “conquistas civilizacionais”: são conquistas da luta da nossa classe contra os privilégios e a opressão dos capitalistas.

E os mesmos capitalistas que beneficiaram de décadas de fascismo são os mesmos que beneficiam há décadas duma democracia de fachada que fica à porta das empresas, das escolas, dos nossos bairros ou das nossas vidas.

Se como diz a canção “só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, habitação, saúde, educação (…) quando pertencer ao povo o que o povo produzir”, então a liberdade a sério (e não apenas formal) está por conquistar e Abril está por cumprir.

Todas as tentativas de reformar o país fracassaram. Todos os escassos ganhos da “Geringonça” se esfumaram entre a espiral inflacionaria e o aumento brutal dos juros. Toda a sustentabilidade do planeta encontra-se ameaçada pela predação ambiental e a guerra entre as grandes potências. Precisamos que os nossos sindicatos e partidos de esquerda não se limitem a gerir a crise, a dar voz ao protesto, ou exigir hoje medidas que amanhã se irão perder. Precisamos que sejam os instrumentos da nossa libertação: que nos libertem da exploração, da miséria, da angústia, da ignorância e do preconceito; que nos libertem do pesadelo capitalista. Precisamos que lutem por uma sociedade socialista e que cumpram Abril.