Notícias da Tendência Marxista Internacional

Estados Unidos

Em Filadélfia, nos dias 3 e 4 de junho, cerca de 230 comunistas reuniram-se no Congresso nacional da socialist revolution – secção americana da Tendência Marxista Internacional. Camaradas e delegados provenientes de mais 30 cidades e estados, da California ao Maine, debateram numa atmosfera eletrizante durante 2 dias.

O chamado “excecionalismo americano” não isenta os Estados Unidos da crise capitalista. Pelo contrário o sistema encontra-se num declínio terminal que se pode atestar em poucos dados: já ocorreram mais de 200 tiroteios este ano, mais de 40% das mulheres trabalhadoras que são mães sofrem de ansiedade ou depressão, mais de 20 biliões em dívidas foram acumulados pelas famílias trabalhadoras só pelo aumento dos custos energéticos.

A necessidade da organização independente da classe trabalhadora foi enfatizada e as eleições presidenciais de 2024, que espreitam já no horizonte, serão um importante momento para ganhar um eco entre a juventude e os trabalhadores mais radicalizados e que rejeitam a falsa escolha entre democratas e republicanos- 2 faces da mesma má moeda do sistema.

França

Cerca de 100 camaradas da Révolution, secção francesa da TMI reuniram-se em Paris nos dias 16 e 17 de junho, na celebração do seu congresso nacional. A discussão centrou-se no declínio do imperialismo francês, na crise do regime e na luta contra a reforma das pensões, bem como no desenvolvimento do desenvolvimento duma ala esquerda na CGT – a maior central sindical – e nas contradições que a luta popular fez emergir na NUPES – coligação parlamentar de vários partidos de esquerda.

Também abordado foi o trabalho sistemático que tem sido feito no plano estudantil, em torno de várias universidades através dos “círculos marxistas” envolvendo dezenas de ações públicas, sessões de esclarecimento, agitação e propaganda em mais de 10 campus universitários. A discussão e formação ideológica é e vai continuar a ser um elemento central no trabalho político a desenvolver no futuro.

Hungria

Foi já neste mês de junho, dia 1, que se realizou em Budapeste a primeira ação pública da Fáklya (Tocha) – grupo da TMI. Este é um primeiro passo das forças do marxismo na Hungria: o primeiro de muitos. A crise internacional, a guerra na Ucrânia e a própria situação doméstica do país foram os temas debatidos por cerca de 30 participantes.

Na véspera já se tinha realizado uma escola de formação de quadros. Apesar de recente, com atividade iniciada há cerca de um ano, o grupo tem-se desenvolvido rapidamente agregando um conjunto de ativististas que, embora muitos deles jovens, já denotam um grande nível de experiência e formação teórica.

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